Hasan Beyaz
LATENCY chega sem a mitologia de estreia habitual. Não existe uma grande história de origem, nem a ilusão de uma descoberta no momento certo. Em vez disso, este projeto de cinco integrantes se forma em torno de algo muito mais precário — um timing que não se alinhou da primeira vez e a decisão de não deixar que isso fosse o fim da história.
Formado sob a Oddinary, LATENCY surgiu quando uma das integrantes, Jee won, escolheu ativamente o momento em vez de esperar. A proposta de começar um girl band foi motivada pelo reconhecimento comum de que, se não recomeçassem agora, talvez nunca teriam outra chance. Essa urgência está no centro do projeto, mas vem acompanhada de contenção. LATENCY não se apressa em se reapresentar como algo chamativo ou reinventado. Elas chegam carregando suas histórias abertamente.
E essas histórias importam. Jee won, Haeun e Semi já passaram pelo sistema idol como integrantes do cignature, com Jee won e Haeun tendo também raízes anteriores no GOOD DAY. Jee won já testou autonomia com seu debut solo como ZZONE em 2025, enquanto o histórico de Haeun remonta a projetos juvenis pré-estreia e crews de dança competitiva.
A participação de HyunJin adiciona outra dimensão. Amplamente conhecida por seu trabalho com LOONA e como líder da Loossemble, ela entra no LATENCY não como alguém reiniciando, mas como alguém escolhendo uma expressão criativa paralela. A banda não apaga seu passado comercialmente bem-sucedido e aclamado pela crítica — ela existe ao lado dele, desafiando a ideia de que idols precisam descartar capítulos anteriores para seguir em frente.
Complementando a formação está Heeyeon, mais conhecida como Fingerstylish — uma criadora de conteúdo e musicista cujo caminho fica em grande parte fora das estruturas tradicionais de idol. A presença dela reconfigura sutilmente o LATENCY como um projeto híbrido: parte banda, parte coletivo, moldado pela cultura online e pelo fazer musical autodirigido tanto quanto pela experiência na indústria.
Musicalmente, LATENCY se posiciona, antes de tudo, como uma banda. Enraizadas no rock e movidas por instrumentação ao vivo, seu single de estreia “It Was Love” privilegia a exposição emocional. Lançada em 8 de janeiro de 2026, a faixa aposta na hesitação, no arrependimento e na coragem de tentar novamente — uma escolha reforçada pela decisão de apresentar a música por meio de um clipe ao vivo em vez de imagens de performance polidas.
A decisão de estrear com um clipe ao vivo é direta e mostra como LATENCY quer ser percebida primeiro como musicistas em movimento. A ênfase está na química, na interação não filtrada entre vozes e instrumentos, e em provar que o que estão construindo pode se sustentar com integridade.
Nesta entrevista exclusiva com KPOPWORLD, LATENCY retorna consistentemente a uma ideia: que chegar tarde não invalida a sinceridade. Juventude, para elas, não é uma janela fixa, mas algo reconquistado com intenção. Ao fazer isso, LATENCY desafia uma das suposições mais rígidas do K-pop: que se sua primeira chance não deu certo, você já perdeu a última.
Para celebrar sua estreia, LATENCY nos conta sobre sua formação muito comentada, a jornada de debutar com “It Was Love” e o que significa escolher sinceridade em vez de rapidez.
Como o grupo foi formado?
Cada uma de nós veio por caminhos bem diferentes, mas todas compartilhávamos uma coisa em comum: nunca largamos a música. Em certo ponto, percebemos que se não começássemos de novo agora, talvez nunca teríamos outra chance. Mesmo que parecesse um pouco tarde, nos juntamos com razões claras e determinação forte. Foi assim que LATENCY nasceu, quando nossas linhas do tempo individuais finalmente se cruzaram.
Como vocês descreveriam o estilo musical e o conceito de vocês?
LATENCY é um grupo baseado em banda, enraizado no rock, focado em expressar emoções honestas e histórias reais. Em vez de narrativas fictícias, cantamos sobre o tempo que realmente vivemos: hesitação, arrependimento e a coragem de seguir em frente novamente. Nosso conceito central é “juventude que chegou tarde, mas chegou por um motivo”, e essa ideia percorre toda a nossa música.
Por que escolheram “It Was Love” como single de estreia?
Escolhemos “It Was Love” porque ela representa melhor quem a LATENCY é neste momento. A música carrega honestidade emocional e um forte som de banda, o que reflete as jornadas que cada uma de nós viveu individualmente e a direção que queremos seguir juntas.
Como faixa de estreia, parecia importante começar com uma canção que não escondesse nossas emoções. Em vez de nos apresentar com algo chamativo, queríamos contar uma história sincera — que soa crua, reflexiva e real. “It Was Love” captura esse sentimento perfeitamente.
O que inspirou a decisão de estrear a música com o LIVE CLIP?
Queríamos que as pessoas experimentassem a LATENCY, antes de tudo, como uma banda que toca e canta ao vivo. Um LIVE CLIP permite que os ouvintes se concentrem na música em si — nossos vocais, instrumentos e a química entre as integrantes — sem distrações.
Como este é um novo começo para todas nós, fez sentido apresentar algo honesto e sem filtros. O LIVE CLIP mostra nosso estado atual como musicistas, não uma imagem polida, mas o som e a emoção reais da LATENCY agora.
Várias integrantes vêm de grupos diferentes. Como foi se unir como um novo grupo?
Virar LATENCY foi algo ao mesmo tempo estranho e surpreendentemente natural. Cada uma de nós carrega experiências, memórias e cicatrizes diferentes das atividades passadas, mas a música virou uma linguagem comum que nos conectou rapidamente.
Não houve pressão para apagar quem éramos antes. Em vez disso, essas experiências anteriores nos ajudaram a entender umas às outras mais profundamente e a construir confiança mais rápido. LATENCY parece menos um “recomeço” e mais uma continuação — um lugar onde todos os nossos caminhos atrasados finalmente se encontram.
Como um grupo rookie, qual mensagem vocês querem compartilhar com o público global?
Queremos dizer às pessoas que tudo bem não ser perfeito, e que tudo bem chegar atrasado. LATENCY acredita em sinceridade acima da velocidade e no processo acima dos resultados. Se nossa música puder fazer alguém pensar “Talvez eu também não esteja tão atrasado”, isso já significa tudo para nós.