Nos bastidores com ALL(H)OURS no 1st FANCON <ALL the HOURS> em NORTH AMERICA

WORDS BY HASAN BEYAZ

PHOTOS COURTESY OF Eden Entertainment

Quando ALL(H)OURS subiu ao palco no Center Stage Theater, em Atlanta, neste fevereiro, era o ponto intermediário de algo para o qual o grupo vinha se preparando desde sua estreia, há pouco mais de dois anos — prova, em tempo real, de que o apetite pelo que eles fazem vai muito além das fronteiras globais.

O grupo foi lançado em janeiro de 2024 pela Eden Entertainment, um selo fundado por Cho Hae-sung, ex-vice-presidente da JYP por trás do desenvolvimento de Stray Kids, TWICE e ITZY. No início de 2025, a Eden se tornou um selo da família JYP, trazendo ALL(H)OURS para uma linhagem que sabe exatamente como construir fandoms de longo prazo. Sete membros — Kunho, Youmin, Xayden, Minje, Masami, Hyunbin e ON:N — formaram o grupo desde o primeiro dia. O nome diz tudo: um jogo com “all ours” e “all hours”, um compromisso de presença total, o tempo todo.

O impulso inicial era real. Três indicações a prêmios de rookie no MAMA Awards 2024, no Hanteo Music Awards e no Golden Disc Awards colocaram o grupo no mapa antes mesmo que eles tivessem a chance de se firmar no segundo ano de carreira. Um fancon na Europa em 2025 testou as águas internacionais. A North America era o próximo passo lógico.

ALL the HOURS, o primeiro fancon deles na North America, aconteceu ao longo de fevereiro de 2026 em oito datas: Jersey City, Toronto, Chicago, Atlanta, Dallas, San Jose e Los Angeles, além de uma parada em Porto Rico que reforçou o quanto o grupo leva a sério alcançar todos os cantos do seu fandom. O formato — parte show ao vivo, parte experiência para os fãs, com segmentos interativos e acesso ao soundcheck incluídos nas categorias de ingressos — reflete uma geração de grupos de K-pop que entende a diferença entre se apresentar para uma plateia e se apresentar com ela. ALL(H)OURS, pelo que vimos nesta turnê, entendem muito bem essa distinção.

Menos de um mês depois de encerrar a etapa na North America, o grupo lançou NO DOUBT, seu quinto mini álbum, em 16 de março. A conexão é explícita: o álbum foi moldado pela energia da própria experiência da turnê, um trabalho mais pesado e seguro de si do que o antecessor VCF. A faixa-título “DEAD MAN WALKING” é um híbrido sombrio de trap-rock enraizado no witch house — nada exatamente parecido com o som de um grupo jogando pelo seguro. Como Xayden disse, ela captura “ambições e determinação, de que continuaremos avançando até o fim, mesmo em situações difíceis e sem esperança”. Para um grupo com dois anos de carreira e recém-chegado de sua primeira turnê em dois continentes, essa leitura soa diferente do que teria soado há um ano.

Nossas imagens exclusivas dos bastidores em Atlanta contam sua própria história. Prontos para o palco, focados, em algum lugar entre o trabalho e a recompensa por ele — é aí que ALL(H)OURS está agora. E, pelo visto, eles estão só começando.


Esta matéria foi retirada da nossa quarta edição impressa, disponível para compra aqui.

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