A ascensão do K-pop no Reino Unido: sete faixas agora no Top 40 da Official Singles Chart
by Hasan Beyaz

Crédito: YG
O K-pop continua causando grande impacto no Reino Unido nesta semana. Sete faixas estão no Top 40 da Official Singles Chart — um novo recorde para o gênero.
HUNTR/X ainda está em primeiro lugar com "Golden", mantendo a posição pela quarta semana não consecutiva. A trilha sonora de KPop Demon Hunters, da Netflix, também não dá sinais de desaceleração. "Soda Pop", de Saja Boys, está em 4º lugar, e "Your Idol" aparece em 6º. TWICE também colocou duas faixas no Top 40: "Takedown" em 27º e "Strategy" em 39º.
E tem ainda o BLACKPINK. O "JUMP", produzido por Diplo, está em 29º lugar, impulsionado pelos recentes shows no Wembley. Já "CEREMONY", de Stray Kids, estreia em 37º, rendendo ao grupo seu segundo single no Top 40 do Reino Unido. No entanto, nas paradas de álbuns, o quarto álbum de estúdio do grupo, KARMA, alcançou a 22ª posição, depois de chegar a ficar em 2º durante a prévia das paradas — temporariamente entre Wolf Alice e Laufey.
O mais interessante aqui é como essa distribuição mostra diferentes formas de o K-pop chegar às paradas. Algumas faixas, como as músicas de OST, se beneficiam do público casual que embarca depois do lançamento na Netflix. Outras, como BLACKPINK e Stray Kids, mostram o que acontece quando turnês, mobilização de fãs e streaming se combinam. As paradas de meio de semana colocaram algumas dessas faixas ainda mais alto, o que indica que os fãs estão impulsionando tudo com força no começo da semana, mesmo que os streams finais acabem equilibrando o resultado.
O streaming está desempenhando um papel maior do que nunca. Essas faixas não dependem apenas de vendas impulsionadas por fandom; elas estão acumulando reproduções reais no Spotify, Apple Music e YouTube. O gênero está começando a competir com o pop e o hip-hop mainstream no Reino Unido, e não apenas aparecendo como algo de nicho.
A visão mais ampla: o K-pop está deixando de ser um evento pontual para se tornar uma presença constante. Múltiplos artistas, múltiplas músicas e múltiplas formas de engajamento — do streaming às trilhas sonoras e aos shows em estádios — estão contribuindo para isso. Se esse padrão continuar, o Reino Unido pode claramente estar a caminho de se tornar um grande protagonista e um dos mercados globais mais confiáveis para o gênero, e não apenas uma parada na rota das turnês.